Parceria com L7 é destaque em disco de Martinho da Vila

Martinho da Vila está promovendo seu novo álbum, "Violões e Cavaquinhos", em que defende, do alto dos 86 anos, sua fé na vida, no que ainda virá.

Parceria com L7 é destaque em disco de Martinho da Vila

Martinho da Vila está promovendo seu novo álbum, "Violões e Cavaquinhos", em que defende, do alto dos 86 anos, sua fé na vida, no que ainda virá. Ao fim de "Canta Canta, Minha Gente", que abre o álbum num dueto seu com o rapper L7NNON, o veterano sambista diz: "A esperança não é a última que morre. Ela não morre".

"Violões e cavaquinhos" é, em suas 12 faixas, a reafirmação insistente desse lema de Martinho. “A esperança que vive nele ecoa nos calangos que remetem à sua origem em Duas Barras; nas homenagens a Pixinguinha, Donga e João da Baiana que apontam para a ancestralidade do samba, uma origem ainda mais remota; nos sambas-enredo que refletem a história de quem carrega uma escola no nome; nos sucessos revisitados com frescor; nas canções inéditas de quem, aos 86 anos, segue compondo; nos diálogos de gerações que ele promove nos duetos com suas filhas Alegria Ferreira e Mart'nália e com Preta Gil, além do já citado L7NNON. Tudo no álbum aponta para a perspectiva solar, otimista”, frisa o press release.

"Tem muita gente que critica os otimistas", diz Martinho. "Mas foram eles que mudaram o mundo, porque o pessimista não faz nada", diz ele. Os arranjos se resumem basicamente aos dois instrumentos do título, uma ideia antiga do artista. Rafael dos Anjos, Carlinhos 7 Cordas, Gabriel de Aquino, Ana Costa, Cláudio Jorge e Wellington Monteiro se alternam nos violões. Já nos cavaquinhos estão Pretinho da Serrinha, Fernando Brandão, Alaan Monteiro, Nilza Carvalho, Alceu Maia e Wanderson Martins. A percussão, que aparece de leve, é feita pelo próprio Martinho.

Destaque do álbum, "Canta Canta, Minha Gente" ganha suingue sincopado marcado no violão de Rafael dos Anjos e no cavaquinho de Pretinho da Serrinha. L7 se mostra partideiro criando versos que conversam com os originais da canção, como em "Gosto de rimar na batida/ E se tem coisa que não gosto é das coisas dos outros". Inspirado pela companhia, o sambista, por sua vez, se lança num flow de canto-fala, fazendo sua graça de rapper.

Outra faixa que merece citação é a inédita "Coisa de Preto", parceria de Martinho com Chico César, cuja letra diz: "Comer feijão com angu/ Beber cachaça com caju", "Dar rabo de arraia na capoeira".

Assista ao clipe de “Canta Canta, Minha Gente”, com Martinho da Vila e L7: