Davi Fonseca encarna o jumento em "Viseira", álbum sobre a cultura tropeira que reúne Isaar, Luiza Brina e Xangai

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Davi Fonseca encarna o jumento em
Pianista, cantor e compositor mineiro alinha oito músicas autorais no disco que sai em 26 de julho. Davi Fonseca posa com a máscara encomendada à artista plástica Mariana Teixeira para a capa do álbum 'Viseira'

Ciro Thielmann / Divulgação

? "O jumento é nosso irmão! O jumento sempre foi o maior desenvolvimentista do sertão!", gracejava ninguém menos do que Luiz Gonzaga (1912 – 1989), rei da nação musical nordestina.

Embora tenha nascido em Belo Horizonte (MG), o pianista, cantor e compositor mineiro Davi Fonseca concorda com a visão de Gonzaga e estende os domínios do jumento para a região das Geraes.

"Aqui em Minas Gerais não é muito diferente: o jumento é peça fundamental na construção objetiva e subjetiva da nossa identidade, da cultura tropeira, da nossa música", acrescenta Davi Fonseca.

É com essa visão que o artista se apropria do jumento – encarnando o animal na capa do segundo álbum de Fonseca, Viseira, com máscara encomendada à artista plástica Mariana Teixeira – para retratar o Brasil no disco programado para chegar ao mundo em 26 de julho.

O título Viseira também alude ao apelido de Fonseca desde a adolescência, Daviseira. No álbum, gravado com produção musical orquestrada pelo baixista e pianista Pedro Durães com o próprio Davi Fonseca, o artista alinha oito músicas em repertório inteiramente autoral composto com a intenção de evidenciar a cultura tropeira com ênfase na tradição oral brasileira.

Quatro músicas – Guimba, Melô do coach, Presepeira e Sagarana – são parcerias de Fonseca com Lucas Filipe Oliveira, sendo que Presepeira, faixa apresentada em single editado em maio, traz a voz do cantor baiano Xangai.

Já a cantora pernambucana Isaar participa de A laje de Hermeto, composição somente de Davi, enquanto a mineira Luiza Brina é a intérprete convidada e arranjadora de Barra Grande (Davi Fonseca e Arthur Bortolus). Os demais arranjos são de Fonseca.

Apocalipse à brasileira (Davi Fonseca) – faixa formatada com a presença do cantor, compositor e violonista mineiro Artur de Pádua – e Lasca (Davi Fonseca) completam o repertório de Viseira, álbum que sucede Piramba (2019) na discografia de Davi Fonseca.

Capa do álbum 'Viseira', de Davi Fonseca

Ciro Thielmann